terça-feira, 23 de outubro de 2012

Hoje acordamos às 6.30 horas com muito xi-xi!





Olá amigos e amigas da Nucha! Estou muito cansada depois da escola, da viagem de ida e volta, elas não matam mas vão fazendo a sua mossa! Fui buscar o Gabriel e à hora do jantar houve tempo para conversar e celebrar - o Gabriel trouxe para casa boas notas e comemos castanhas assadas. Como sempre a Nucha tem muito interesse em relação a tudo o que se passa à mesa! Ao contrário do que parece, ela não quer comer, quer saltar para o nosso colo e ficar ali um bocadinho! Depois do colinho foi para a cestinha dormir uma soneca e esperar pela passeata nocturna!
Tenho uma grande e surpreendente história para vos contar, mas só na postagem de amanhã. Hoje tinha de vir aqui partilhar como começamos o dia. Nunca me tinha acontecido tal peripécia e tantas foram as vezes que já levei um animal ao passeio higiénico! 
A Nucha hoje acordou uma hora antes. A culpa foi minha pois ontem à noite levei-a à rua logo após o jantar. Eu achei que era cedo, mas ela pediu, e a um animal aflito nada se recusa. Lá fomos mas eu fiquei logo desconfiada que a Nucha não ia aguentar-se! E não aguentou. A Nucha dorme na sala, na caminha que era do Davis. Quando acorda pela manhã, ela bate  e raspa com as patinhas na porta. Eu acordo logo pois  o quarto fica mesmo em frente à sala, e durmo com a porta aberta. Levantei-me, vesti-me e lá fomos. A Nucha faz sempre uma festa monumental de manhã. Não ladra mas chia muito e saltita! Como pensei que estivesse frio vesti-lhe uma capinha que tenho usado quando arrefece. Lá fora nem estava tanto frio como pensei que estaria e pelo dia adiante, ui, esteve mais quente do que em alguns dias do Verão. Lá demos as nossas voltinhas no parque e eu, que habitualmente estou atenta, distraí-me a olhar para um dos prédios em volta - que eu já vi centenas de vezes, nada mudou nele, para que fui eu pasmar para o prédio?!!! Quando  sinto um puxão na trela, olho  e já só vejo a Nucha a mergulhar de focinho e aterrar a orelha direita e esse lado do corpo sobre a relva!! Ela já tem feito isso mais vezes, na caminha, e eu até ando desconfiada que ela tem comichão naquele ouvido. Já espreitei e ele está limpinho, parece bem. Mas talvez seja uma questão para o veterinário. Ela esfrega-se toda com esse lado direito no chão e emite uns ruídos giros!  Mas desta vez não correu muito bem porque ainda havia cocó no chão...Ó meu Deus!! Apanhou cocó na orelha, a capinha toda borradinha, nem dá para descrever. Tentei logo limpar como pude - eu vou sempre preparada, lenços de papel e sacos. Mas aquilo era demais. Demais. Quando subi com ela, no exíguo elevador, só me cheirava a caca. Pois, a perfume é que não podia ser, ainda por cima àquela hora, ainda nem duche tinha tomado. Fomos directas para a banheira. Banhoca e esfrega com luva turca e champô generoso, e depois brushing com escova e tudo. E depois eu CAMA comigo pois estava morta de sono. Mas a Nucha já estava bem desperta e não queria ficar sozinha  Abriu a porta do quarto com as patas e o focinho e...saltou para cima de mim. Nem tive tempo de falar. Ela aninhou-se. Tentei dissuadi-la: "Nucha vai para a caminha, Nucha! Aqui não!" Mas depois desisti. Se não podes vencê-los, junta-te a eles!  
Eu sofro de enxaqueca e quando o telemóvel tocou para me acordar estava muito mal disposta, cheia de náuseas. A Nucha já tinha ido à sua vida, cheirosa e de pelo brilhante, estava na cestinha! Uma lindona! (Grande azar, hoje o Kico não andava pela vizinhança para ver esta beleza!) Lá fui catar comprimidos na minha farmácia - uma caixa que anda sempre pela cozinha, é a caixa cor-de-rosa, junto do micro-ondas, por acaso ficou na foto, ainda não arrumei. Atrasei-me, bebi o café com leite à pressa e lá fui num speed doido deixar o filho na escola e correr para a escola. À barca, à barca, houla, que temos gentil maré!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

De novo na APAFF!



Olá! Aqui vão mais umas novidades velhas. Se não me despacho a escrever nunca mais apanho o tempo presente! 
No dia 6 de Outubro voltámos à APAFF. Já lá devíamos ter ido antes. Era o combinado. A casinha Nº 75 já tinha um novo inquilino! E vimos novos cães no albergue! Os animais não param de chegar, certo que alguns também são adoptados. 
A Nucha não saíu do meu colo pois tinha-lhe dado banho na véspera e seria cedo para um novo banho! As senhoras da APAFF gostaram de a ver - como não tinha podido ir na data combinada elas estavam apreensivas. Mas nesse sábado que tinha sido marcado eu tinha tido dores de cabeça muito fortes, de que sofro há anos, e era impossível pegar no carro para me deslocar a Caceira. A D. Florbela Brísida disse-nos algo mais sobre o passado da Nucha - ela pertencia a um pescador! Mas ele não tinha condições para a manter e então a mãe da senhora trouxe a cadelinha para o albergue. A Nucha não estrebuchou para sair do colo, manteve-se sossegada, mas o coração dela batia muito!! Será que estava com medo que eu a deixasse de novo na sua casinha de madeira?
As fotografias acima foram tiradas na varanda aqui da casa - estava a mostrar as vistas à Nucha!

domingo, 21 de outubro de 2012

Kico, o namorado da Nucha!


Hoje à hora do almoço, quando abrimos a porta para levar a Nucha a passear, quem é que estava à espera do lado de fora? O namorado!!! Ah pois é! O Kico é um cão muito esperto. Apanhou a porta da rua aberta lá em baixo, empurrou-a com o focinho, e toca a subir as escadas até cá acima! Ainda são muitos lances de escadas mas ele não se sentiu desmotivado! Vale tudo para ficar mais perto da sua paixão, a nossa querida Nucha! Digam lá se isto não é amor!

Apresentações à família e aos vizinhos




Hoje é Domingo. Há um pouco mais de tempo livre para estar com a Nucha e actualizar o blogue. A Nucha já está connosco há cerca de um mês e meio, o tempo passa mesmo depressa! 
Uma coisa que também fizemos foi apresentar a Nucha aos vizinhos que estavam habituados à presença do Davis no prédio. O Davis não simpatizava com os vizinhos nem com pessoas estranhas em geral!! Mas os vizinhos gostavam dele e até se sentiam seguros com um cão que dava o alerta a viver no prédio! Quando ele estava à varanda até o saudavam da rua. Nunca houve queixas em relação ao Davis. Por norma as pessoas aborrecem-se com os cães do seu prédio por dois motivos - ou porque eles fazem barulho ou porque sujam o espaço comum. O Davis não ladrava muito e sempre tive o cuidado de limpar qualquer coisa que acontecesse fora do normal. As patas do cão trazem agarradas tanta sujidade como os nossos sapatos, pó, terra, um tufo de relva, é igual. Tirando isso um xi-xi ou outro, nada de especial.Também sempre apanhei os cocós da relva do parque e depositava nos contentores. Por vezes não se consegue, mas quase sempre é possível. Uso saquetas que trago das lojas - reciclar é preciso!! - ou compro saquinhos próprios. Agora não me lembro o preço, mas depois coloco aqui.
A Nucha foi muito bem recebida por todos, adultos e crianças da vizinhança, porque é muito bonita e meiga, e receptiva a festinhas, mas, ao contrário do Davis, a Nucha ouve os outros cãezinhos na rua e responde-lhes seja a que hora for! Estamos a treiná-la para ela se se desabituar disso e parece que os latidos já estão a diminuir!
Uma das vizinhas comentou sobre o cheiro dela. Ela trazia um cheiro particular, diferente do do Davis. E embora isso não nos incomodasse, nem todos somos iguais e resolvemos colocar um ambientador na entrada do prédio. Quando saímos com ela, pressionamos o cheirinho. Mas não vai ser preciso recarregar pois a Nucha já perdeu esse tal odor. Também percebemos que ela dormia junto à porta da rua muitas vezes e que era assim que esse tal  cheiro passava para o exterior! Agora já dorme na cama do Davis ou então numa alcofa que colocámos junto à porta. É aí que ela fica à espera de mim e do Gabriel, mesmo se está alguém em casa, próximo da hora do nosso regresso, ela muda-se para ali!
Ainda não estava há 24 horas connosco quando a Nucha conheceu o Kico, o cão de um dos vizinhos do prédio. O Kico é um cão com um feitio particular. É evidente que adora o dono mas também gosta da sua independência e prefere andar na rua do que estar em casa. O dono vai trabalhar e ele escapa-se para os seus passeios! Depois regressa para receber o dono. O Kico e o Davis eram grandes inimigos, destestavam-se até de longe! Por isso é agora muito curioso ver como  Kico adoptou a Nucha. Por outras palavras, a Nucha até já tem um namorado!! O Kico segue-nos durante os passeios, vem em defesa dela quando aparecem outros cães, troca cumprimentos com ela - mas ela mete-o na linha!

Os avós primeiro acharam uma loucura que a filha e o netinho tivessem ido buscar um outro cão, mas assim que a Nucha começou a distribuir lambidelas e abanos de cauda também ficaram encantados com ela - é assim, ninguém resiste à Nucha! (As fotos são de 30 de Setembro, data do meu aniversário.)

sábado, 20 de outubro de 2012

A Nucha já teve 1000 visitas!

E eis chegado o momento histórico das 1000 visitas à Nucha! Estamos tão contentes por gostarem da nossa amiguinha de quatro patas! Amanhã voltamos com mais novidades peludas e prometemos também visitar os blogues amigos! Até lá!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

E o xi-xi, Nucha?!






Olá de novo! Uma coisa que eu não pensei quando trouxe a Nucha para casa foi que a Nucha não estava habituada a ir à rua fazer as suas necessidades. Ela vivia na rua, na sua casinha de madeira! Nós tínhamos ensinado o Davis, enquanto cachorro, usando a técnica do jornal, e ele aprendeu muito rapidamente onde fazer o seu xi-xi. E a Nucha?  Como íamos ensinar? Da mesma forma? De outra forma por se tratar de um animal adulto habituado ao albergue? Felizmente, e antes que eu tivesse tido tempo para ir ao Google pesquisar, a Nucha começou a pedir para ir à rua!! Fez apenas 3 pequenas pocinhas dentro de casa porque ainda não sabíamos o que ela pretendia, mas rapidamente se tornou claro - a Nucha vem ter connosco, chia baixinho e por vezes até ladra, raspa com as patinhas na nossa perna, e caminha na direcção da porta da rua. Se estamos de pé, salta para nós e coloca as patitas da frente na nossa barriga, depois corre para a porta. Parecia ter sido ensinada! Tivemos muita sorte, achamos nós! Ela é mesmo uma querida!
Em relação à casa, ela mostrava e ainda mostra uma enorme curiosidade em relação a tudo o que a rodeia. Se abro um armário ou uma gaveta, ela espreita, se abro o frigorífico, ela espreita. Anda sempre atrás de nós e por vezes até já lhe pisamos as patinhas! Pedimos desculpa e fazemos-lhe logo muitas festinhas! Já aprendemos a andar com mais cuidado pois o mais certo é ela estar atrás de nós a espreitar o que estamos a fazer! Na cozinha quer sempre ver o que estamos a preparar - achamos que ela tem o faro muito apurado. Levanta-se nas traseiras, mete as patinhas da frente em em nós ou na banca e fica a observar e a ver se lhe cabe algum petisco! 
Ela fica algumas tardes sózinha mas até agora não estragou nadinha, não roeu nada, nem sapatos nem móveis, nada! De início demos acesso à casa toda, mas acabámos por manter o meu quarto e o do meu filho fechados pois a Nucha perde muito pelo e além disso saltava para as camas e enroscava-se lá!!! Tem a sala, o corredor, a cozinha e a marquise para ela. A tiojoleira fica toda marcada com as impressões das almofadas! 
A Nucha em o hábito engraçado de escavar na caminha, revolve tudo! Depois aninha-se! E ultimamente salta para o sofá quando não estamos na sala e escava também, até tirar as cobertas protectoras...quando vê o sofá, pára! Felizmente!!!
A Nucha tentava ver o que se passava na rua mas como é pequena não chegava ao topo da janela da marquise. Nós demos uma ajuda com uma prancha. Mas ela não se habituou muito ao degrau! Deixamo-la ir à varanda da frente quando não está sol, por causa do nariz, quando estamos em casa.
Tentámos habituá-la a dormir na cama do Davis que é grande e fofa. Ela demorou a habituar-se mas agora já fica por lá mais tempo. Mesmo assim qualquer sítio serve para ela dormir, de preferência se se puder encostar a qualquer coisa, a parede, um armário. De noite raspava na porta da sala, onde está a cama, para sair e vir ter connosco. Agora já não faz isso, já se deixa aconchegar e fica deitada. Adaptou-se a tudo tão rapidamente que até parece mentira!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A ração da Nucha




E agora escrever sobre um assunto essencial, a comidinha! A Nucha comia imenso nos primeiros dias que passou connosco. Rapidamente passou dos 6kg para os 10 Kg. O veterinário explicou que isso não significa que ela tivesse necessariamente muita fome. Os cães que estão em canis e albergues comem sempre mais pois não sabem se vão ter mais comida ou se não irão ter de a disputar com outros,  além de estarem stressados. Assim que ela se sentir saciada, disse-nos, a Nucha iria diminuir a quantidade de comida que ingere. De facto a Nucha já deixa uns grãos de ração no fundo da taça! 
A alimentação da Nucha é especial para animais séniores, ou seja, tem baixas calorias e é rica em proteínas. Favorece o sistema imunológico por ter polifenóis, que parecem retardar o envelhecimento, e também tem algo para proteger os dentes e taurina para o coração. Compramos a ração na Clínica, a marca é Advance Dog Mini Senior. (23,90 euros) Cada saca tem 3kg. Não vale a pena poupar na comida, uma boa alimentação ajuda a pagar menos contas no veterinário pois é uma forma de prevenir doenças e faz com que o animal se sinta melhor e tenha melhor aspecto - a alimentação influi muito no aspecto do pelo!! Enquanto pudermos vamos dar esta ração. Calculamos que ela vá comer um saco e meio por mês, o que dará cerca de 30 euros mensais. 
A nossa preocupação agora é manter o peso da Nucha estável. De início havia comida na taça todo o dia, agora alimentamos a Nucha de manhã e à noite. À hora do lanche damos-lhe um miminho, uma bolacha Maria ou duas! Ela adora! Ela não pode engordar muito! Também comprámos uns biscoitos especiais para ajudar ao treino, para recompensar, e basicamente é isso que ela come. A Nucha bebe muita água também! Faz pausas para beber enquanto come, o Davis comia tudo e só no final é que bebia água!
Levamo-la a passear  3 a 4 vezes por dia - de manhã, no fim do almoço, ao final da tarde e à noite. Entre 10 e 20 minutos, menos quando está a chover! Quando há solinho damos mais uma voltinha! Ela gosta de correr e saltar na relva. Mas temos de estar atentos ao esforço e ver se ela se ressente pois já tem alguma idade embora não pareça! A Nucha é muito ágil e puxa bastante! Também estamos a ensiná-la a caminhar ao nosso lado, devagar se vai  ao longe! O Gabriel já nota perfeitamente que a Nucha está mais pesada e que puxa muito mais pela trela do que quando chegou! "Ó mãe, eu nem sabia que ouvir o barulho das patinhas no chão me acalmava tanto" - disse ele um destes dias.

Nota:Estamos a indicar os preços da comida e cuidados veterinários para eventuais interessados em adoptar fazerem as contas a quanto custa ter um animal de estimação. Alguns podem não ter qualquer ideia quanto a isso! Eu não sabia nada disso antes de ter o Davis!

Adoptar é fácil!







Olá de novo! Alguns de vós talvez tenham adoptado animais, mas outros não. Talvez pensem que é complicado, mas não é. Depois de terem gostado de um animal que viram num canil, num albergue, na internet, há alguns papéis para tratar, cuidados veterinários a acautelar e registos...e já está.

As organizações que tomam conta dos animais costumam ter algumas regras a cumprir. Na APAFF não complicam nada, apesar de serem cautelosos, conforme já disse anteriormente. Deram-me um Guia 4 patas com informações úteis  sobre cuidados básicos a ter com um cão adulto, responsabilidade do proprietário, vantagens da esterilização, principais doenças do cão. Assinei um termo de responsabilidade em como me comprometia a ser responsável pelo bem-estar da Nucha e sua posse. Ao trazermos a Nucha sabemos logo que podemos devolvê-la se surgir alguma incompatibilidade. O cão pode não se adaptar por muito que uma família o queira. Se isso acontecesse entraríamos em contacto com a APAFF e explicaríamos a situação. O que não nos é permitido é entregar o animal a outra pessoa. 

Temos um prazo de 15 dias para colocar o microship, vacinar e registar o animal na Junta de Freguesia e isso tem depois de ser comunicado à APAFF - eu entreguei fotocópia de tudo assim que estava feito. A APAFF quer que o animal seja esterilizado se por acaso não estiver. A esterilização pode ser feita em colaboração com a APAFF ou não.

Como foi para fazer o microship? Para que serve? Foi a Clinicão que tratou de tudo junto do SIRA - Sindicato Nacional dos Médicos Veterinários. É a identificação dos animais de companhia. Serve para provar a propriedade e origem dos animais, evitar roubos e facilitar a recuperação de animais perdidos. É implantado sob a pele do cão, do lado esquerdo do pescoço e contém um código único no mundo. Este procedimento é indolor.

A Clinicão também administrou as vacinas - anti-rábica e outra que engloba a prevenção das patologias mais comuns - e a Nucha tem este Boletim Sanitário onde se anota também a  desparasitação com Milbemax e Advantix:



Quanto custa fazer o registo na Junta de Freguesia? É um processo complicado? Não sei se será diferente de animal para animal, ou se existem taxas diferentes consoante as Juntas de Freguesia onde se faz o registo. Para registar um cão como animal de companhia necessita de levar o boletim de vacinas actualizado, já com a vacina contra a raiva; a ficha de registo do microchip (entregue pelo veterinário aquando da colocação do chip) e  o seu bilhete de identidade. O proprietário do animal tem de ser maior de idade. Leve também o número de contribuinte. 

No caso da Nucha pagámos 6,85 euros, do registo e da Licença para cães (4,65 euros). A Nucha é um cão da categoria A, Cão de companhia. A Licença é válida até 20 de Setembro de 2013 e tem de ser renovada. Foi rápido de fazer! 

Quer a vacina anti-rábica quer o chip têm um preço variável consoante as clínicas veterinárias onde são levados os animais. Ao que sabemos o preço pode ir de 30 a 75 euros. No caso da Nucha, como existe um protocolo da APAFF destinado a incentivar a adopção de animais, recebemos um vale para abater no preço dos serviços da clínica. Foi um miminho bom! No meio do entusiasmo perdemos a factura da Clinicão e é por isso que não podemos dar aqui o valor exacto! Mas é mais ou menos isso.

Os preços da desparasitação
- Milbemax mastigável, 2 comprimidos, 8,00 euros (Indicado para a prevenção da dirofilariose canina, tratamento e controle de infestações intestinais por vermes redondos e chatos,- os nemátodos - uma vez por mês.)
- Advantix 4-10Kg Monopipetas - 4 pipetas com 1ml de produto. 17,95 euros (Repele carraças, flebótomos, mosquitos e moscas. Elimina carraças e pulgas. Aplica-se 1 pipeta no dorso do animal, ao longo da zona do pescoço, afasta-se o pelo e coloca-se directamente na pele, uma vez por mês.)



quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Exame veterinário no sítio do costume


Continuando com a história da adopção da Nucha, já era fim de tarde quando a APAFF nos emprestou uma trela e coleira. A Nucha vinha connosco. Afinal o nosso Davis era um cão ainda jovem (7 anos) quando aodeceu adoeceu gravemente. O que reservaria o futuro à Nucha? Ninguém sabia. Podia até viver com saúde até ao fim...!

Eu tinha na bagageira do carro uma toalha turca e embrulhei a Nucha nela. Parecia um bebé!! Fizemo-nos à estrada e em menos de 20 minutos já estávamos na Clinicão, o Hospital Veterinário que assistiu o Davis desde o seu nascimento. A equipa da Clinicão recebeu-nos afetuosamente da recepcionista Helena aos veterinários, todos vieram ver a nossa nova amiga peluda! Fizeram-lhe um exame geral e um raio-X e o que se encontrou foi um quadro compatível com a idade avançada, mas nada de grave. Na Clinicão dizem que ela talvez tenha menos que 16 anos, mas que 12 tem à vontade, a idade certa da senhora Nucha nunca vamos saber! O que é mesmo certo é que o coração da Nucha bate muito devagar, que ela precisa de ganhar algum peso, - isso era evidente pois os ossinhos estavam salientes no dorso, tinha 6kg mas agora já tem 10kg! - e que apresenta indícios de ter sido mãe! Uma mordidela ou acidente numa das patas provocou uma pelada que não mais passou, tem um nódulo na zona do pescoço, nada de mais. O mais sério é o nariz rosado e ferido, está muito sensibilizado, e por isso a APAFF deu-lhe uma casinha com telheiro, à sombra das árvores, para que ela não apanhasse sol. É uma zona difícil de tratar pois os cães lambem tudo o que se coloca no nariz!! O despiste da dirofilariose deu negativo também.

O que era preciso mesmo era dar-lhe um bom banho e fazer desparasitação pois a Nucha trazia uma comunidade de pulgas como bónus!!! Não sabia que existe um comprimido anti-pulga milagroso que após a toma mata as malditas bem mortas em 6 horas. Sabiam disto? É fenomenal.

Em casa a Nucha foi directamente para a banheira - a água saíu castanha! Usamos um champô normal para cão. A Nucha trazia um cheiro próprio que foi desaparecendo com os banhos e que tem a ver até com a alimentação, não apenas com o facto de ter estado no albergue. Depois secámos-lhe o pelo com o secador. Ela gostou quer do banho quer do ar quentinho, não resistiu ao tratamento de beleza e continuava a dar à cauda. Depois comeu a ração que tinha comprado na Clinicão e tomou o comprimido para matar o pulguedo! Seguia-nos pela casa, onde quer que fôssemos, sempre com a cauda a abanar!

À noite, estava com ela ao colo, sentada ao computador, e as pulgas começaram a cair em cima da toalha, 
que tinha colocado sobre os joelhos, mortas e bem mortas ! Adeus pulgas, yupiiii!!

Fui ao sotão buscar a cama do Davis pois já vinha aí a hora de dormir! Coloquei-a em cima do colchão mas ela preferiu sair dali e ir para a marquise, dormir na pedra e mais ao ar livre, fora de casa - era ao que estava habituada! Queria ver as estrelas, se calhar! Por algumas noites ela quis dormir lá fora! Entretanto os dias têm ficado mais frios e a Nucha já prefere o quentinho do lar! Amanhã voltamos com mais novidades da Nucha!









A Nucha tem 16 anos!!!!





Olá de novo! Cá estou para continuar  o relato! Obrigada pelas vossas visitas e comentários! Prometo ir retribuindo! Regressando então a sábado, dia 8 de Setembro, na nossa cabeça iam muitas coisas naquele momento. Queríamos trazer a Nucha connosco. Mas ainda agora tínhamos perdido um cão. Estaríamos prontos para acolher um novo patudo? Ela olhava para nós com a língua de fora e abanava a cauda. Tão doce! Estávamos junto da Nucha, eu sentada na parte cimentada onde assenta a casinha de madeira, quando a senhora da APAFF se juntou a nós e a meio da conversa eu nem queria acreditar no que ouvia - "Essa cadelinha tem 16 anos". Não caí porque estava sentada. 16 anos?! -perguntei. "Sim, 16 anos." A senhora contou que sempre se lembra dela no albergue, que pelo menos 10 anos é seguro que tinha. Mas que nos registos feitos quando a acolheram ali a conta já vai em 16 primaveras, a Nucha é uma sénior. Então dissemos à senhora que estávamos a pensar adoptar a Nucha, não tínhamos ido lá para isso, mas agora que a tínhamos visto, achávamos que tinha de ser...embora não soubéssemos bem porquê. Porque gostamos de cães e porque ela engraçou com o Gabriel e o Gabriel com ela...e porque ela é irresistível, tão linda e meiga.
Gostámos da atitude da APAFF. O que a APAFF quer é que adoptem os animais. Mas percebemos que não querem que sejam adoptados de qualquer forma, as responsáveis são cuidadosas. A senhora alertou-nos para o facto de termos perdido um cão recentemente, estaríamos prontos para acolher jé outro animal? Alertou-nos para a responsabilidade de adoptar um cão sénior, eventualmente candidato a breve trecho a cuidados geriátricos. Estaríamos conscientes do que a nossa escolha implicava? O Gabriel não tinha dúvidas:" Sim, levamos a Nucha, mãe. Vamos dar-lhe uma velhice melhor!" A Nucha já ali tinha passado muito tempo, estava na hora de conhecer outra vida! Mesmo se até tinha sido bem tratada na APAFF! Ainda pensei no que faria se a Nucha adoecesse e precisasse de cuidados veterinários dispendiosos - a minha vida é a mesma que era no Verão, quando o Davis teve de ser operado. Foi um sufoco perceber que não podia pagar a operação do Davis. O dinheiro vai chegando, mas não é muito. É preciso poupar e pensar duas vezes antes de gastar. Casa e carro para pagar, deslocações de uma centena de quilómetros diários para o trabalho, um filho para educar...Mas seria isso motivo suficiente para não trazer a cadelinha? 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Tantos cães à espera de uma família!

Na APAFF - Associação de Protecção aos Animais Abandonados da Figueira da Foz, assim que chegámos vimos a Nucha pois ela deu sinal, anunciando a nossa presença, ladrou e abanou muito a cauda longa!! Estava numa casinha de madeira com vista para a estrada que dá acesso ao terreno da APAFF, rodeado de árvores. Fomos ter com ela e a Nucha levantou-se logo e deu-nos as patinhas, muito simpática! Fomos depois recebidos por uma voluntária e por Florbela Brísida, uma das responsáveis pelo albergue, que nos explicou as tarefas dos voluntários. De seguida fui visitar os animais albergados. 
Pela encosta todos queriam festinhas e davam as patas. São na sua maioria mansos e querem logo brincar. Estão ali mais de 200 animais à espera de um dono. Quando nos vêem desatam todos a ladrar ao mesmo tempo, é impressionante! Há animais sem raça definida, outros em que podemos adivinhar cruzamentos. Mas também há cães de raça...e gatinhos, que andam ali à solta, que vêm dar turras e aceitam festas. O Gabriel acabou por ficar com a Nucha à entrada - eram muitos cães e ladravam muito, ele preferiu ficar com aquela linda cadelinha, mais isolada. 
Talvez se tenham passado quase duas horas pois o abrigo é grande e acaba por ser maravilhoso estar rodeada de tantas raças diferentes, tantos cães de portes diferentes, cores e formas de nos olhar! Fiz festas a todos exceptuando alguns que estavam nas boxes.  Voltei para levar o meu filho comigo pois ele iria gostar de ver alguns dos cães. "Se levarmos algum, levamos aquela, sim mãe? É uma cadela," dizia o Gabriel. Mas eu não queria!! Outro cão em casa? Era cedo demais, ainda andava a arrumar coisas do Davis no sotão! Nessa altura eu já tinha as calças e a camisola cobertas de pó - os cães rebolavam-se no chão e ofereciam a barriga para pedir festas, metiam as patas em cima de mim, bom cobri-me de pó! Todos têm a sua casinha, o seu abrigo, e há árvores no terreno. Não é um local desagradável de visitar e está tudo limpo, sobretudo de pensarmos no número de animais ali protegidos e, certamente, que todo o trabalho é voluntário e nem sempre há quem esteja disponível.
Ao fim da tarde havia pessoas a levarem cães para casa. Ao sábado de tarde é dia de adopção. Voltámos para junto da Nucha. Estávamos encantados com ela.

A APAFF - Associação de Protecção dos Animais da Figueira da Foz

Olá amigos e amigas da Nucha, patudos e humanos! Hoje vamos começar a escrever as novidades que estão já a envelhecer pois o tempo passa depressa! Em Agosto, como alguns sabem, fomos forçados a adormecer o nosso shar pei, o Davis, que estava doente desde Abril com uma lesão medular. Depois de uma cirurgia bem sucedida, só realizada porque fizemos uma campanha para obter ajuda - obrigada a todos quantos nos ajudaram e não apenas com dinheiro! – e de uma excelente recuperação, o Davis voltou a adoecer, outra lesão aconteceu, com efeitos mais rápidos e graves, que não tinham solução. Tivemos de  dizer adeus ao nosso Davis e isso deixou toda a gente em lágrimas e muito triste.
Nas semanas seguintes demos quase tudo o que era do Davis – biscoitos, ração, medicamentos, brinquedos, mantas.  Havia a ilusão de liberdade pois o Davis condicionava a nossa vida em alguns aspectos, mas havia sobretudo um enorme vazio. Não queríamos outro cãozinho, não achávamos que fosse oportuno. Então optámos por fazer voluntariado junto da APAFFAssociação de Protecção dos Animais da Figueira da Foz. E num sábado à tarde fomos até lá, eu e o meu filhote Gabriel, para saber o que poderíamos fazer. Depois de termos combinado o encontro através do Facebook lá fomos, até Caceira de Cima, no dia 8 de Setembro!


Fonte da foto: Google

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Sexta-feira, dia de banhoca!

A Nucha gosta de tomar banho e gosta que lhe sequem o pelo! Depois de sequinha foi até à varanda cheirar o ar da rua e ver os cãezinhos da vizinhança. Mas a esta hora ela não pode lá estar muito tempo por causa do nariz - só quando não há sol forte.