quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Exame veterinário no sítio do costume


Continuando com a história da adopção da Nucha, já era fim de tarde quando a APAFF nos emprestou uma trela e coleira. A Nucha vinha connosco. Afinal o nosso Davis era um cão ainda jovem (7 anos) quando aodeceu adoeceu gravemente. O que reservaria o futuro à Nucha? Ninguém sabia. Podia até viver com saúde até ao fim...!

Eu tinha na bagageira do carro uma toalha turca e embrulhei a Nucha nela. Parecia um bebé!! Fizemo-nos à estrada e em menos de 20 minutos já estávamos na Clinicão, o Hospital Veterinário que assistiu o Davis desde o seu nascimento. A equipa da Clinicão recebeu-nos afetuosamente da recepcionista Helena aos veterinários, todos vieram ver a nossa nova amiga peluda! Fizeram-lhe um exame geral e um raio-X e o que se encontrou foi um quadro compatível com a idade avançada, mas nada de grave. Na Clinicão dizem que ela talvez tenha menos que 16 anos, mas que 12 tem à vontade, a idade certa da senhora Nucha nunca vamos saber! O que é mesmo certo é que o coração da Nucha bate muito devagar, que ela precisa de ganhar algum peso, - isso era evidente pois os ossinhos estavam salientes no dorso, tinha 6kg mas agora já tem 10kg! - e que apresenta indícios de ter sido mãe! Uma mordidela ou acidente numa das patas provocou uma pelada que não mais passou, tem um nódulo na zona do pescoço, nada de mais. O mais sério é o nariz rosado e ferido, está muito sensibilizado, e por isso a APAFF deu-lhe uma casinha com telheiro, à sombra das árvores, para que ela não apanhasse sol. É uma zona difícil de tratar pois os cães lambem tudo o que se coloca no nariz!! O despiste da dirofilariose deu negativo também.

O que era preciso mesmo era dar-lhe um bom banho e fazer desparasitação pois a Nucha trazia uma comunidade de pulgas como bónus!!! Não sabia que existe um comprimido anti-pulga milagroso que após a toma mata as malditas bem mortas em 6 horas. Sabiam disto? É fenomenal.

Em casa a Nucha foi directamente para a banheira - a água saíu castanha! Usamos um champô normal para cão. A Nucha trazia um cheiro próprio que foi desaparecendo com os banhos e que tem a ver até com a alimentação, não apenas com o facto de ter estado no albergue. Depois secámos-lhe o pelo com o secador. Ela gostou quer do banho quer do ar quentinho, não resistiu ao tratamento de beleza e continuava a dar à cauda. Depois comeu a ração que tinha comprado na Clinicão e tomou o comprimido para matar o pulguedo! Seguia-nos pela casa, onde quer que fôssemos, sempre com a cauda a abanar!

À noite, estava com ela ao colo, sentada ao computador, e as pulgas começaram a cair em cima da toalha, 
que tinha colocado sobre os joelhos, mortas e bem mortas ! Adeus pulgas, yupiiii!!

Fui ao sotão buscar a cama do Davis pois já vinha aí a hora de dormir! Coloquei-a em cima do colchão mas ela preferiu sair dali e ir para a marquise, dormir na pedra e mais ao ar livre, fora de casa - era ao que estava habituada! Queria ver as estrelas, se calhar! Por algumas noites ela quis dormir lá fora! Entretanto os dias têm ficado mais frios e a Nucha já prefere o quentinho do lar! Amanhã voltamos com mais novidades da Nucha!









A Nucha tem 16 anos!!!!





Olá de novo! Cá estou para continuar  o relato! Obrigada pelas vossas visitas e comentários! Prometo ir retribuindo! Regressando então a sábado, dia 8 de Setembro, na nossa cabeça iam muitas coisas naquele momento. Queríamos trazer a Nucha connosco. Mas ainda agora tínhamos perdido um cão. Estaríamos prontos para acolher um novo patudo? Ela olhava para nós com a língua de fora e abanava a cauda. Tão doce! Estávamos junto da Nucha, eu sentada na parte cimentada onde assenta a casinha de madeira, quando a senhora da APAFF se juntou a nós e a meio da conversa eu nem queria acreditar no que ouvia - "Essa cadelinha tem 16 anos". Não caí porque estava sentada. 16 anos?! -perguntei. "Sim, 16 anos." A senhora contou que sempre se lembra dela no albergue, que pelo menos 10 anos é seguro que tinha. Mas que nos registos feitos quando a acolheram ali a conta já vai em 16 primaveras, a Nucha é uma sénior. Então dissemos à senhora que estávamos a pensar adoptar a Nucha, não tínhamos ido lá para isso, mas agora que a tínhamos visto, achávamos que tinha de ser...embora não soubéssemos bem porquê. Porque gostamos de cães e porque ela engraçou com o Gabriel e o Gabriel com ela...e porque ela é irresistível, tão linda e meiga.
Gostámos da atitude da APAFF. O que a APAFF quer é que adoptem os animais. Mas percebemos que não querem que sejam adoptados de qualquer forma, as responsáveis são cuidadosas. A senhora alertou-nos para o facto de termos perdido um cão recentemente, estaríamos prontos para acolher jé outro animal? Alertou-nos para a responsabilidade de adoptar um cão sénior, eventualmente candidato a breve trecho a cuidados geriátricos. Estaríamos conscientes do que a nossa escolha implicava? O Gabriel não tinha dúvidas:" Sim, levamos a Nucha, mãe. Vamos dar-lhe uma velhice melhor!" A Nucha já ali tinha passado muito tempo, estava na hora de conhecer outra vida! Mesmo se até tinha sido bem tratada na APAFF! Ainda pensei no que faria se a Nucha adoecesse e precisasse de cuidados veterinários dispendiosos - a minha vida é a mesma que era no Verão, quando o Davis teve de ser operado. Foi um sufoco perceber que não podia pagar a operação do Davis. O dinheiro vai chegando, mas não é muito. É preciso poupar e pensar duas vezes antes de gastar. Casa e carro para pagar, deslocações de uma centena de quilómetros diários para o trabalho, um filho para educar...Mas seria isso motivo suficiente para não trazer a cadelinha? 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Tantos cães à espera de uma família!

Na APAFF - Associação de Protecção aos Animais Abandonados da Figueira da Foz, assim que chegámos vimos a Nucha pois ela deu sinal, anunciando a nossa presença, ladrou e abanou muito a cauda longa!! Estava numa casinha de madeira com vista para a estrada que dá acesso ao terreno da APAFF, rodeado de árvores. Fomos ter com ela e a Nucha levantou-se logo e deu-nos as patinhas, muito simpática! Fomos depois recebidos por uma voluntária e por Florbela Brísida, uma das responsáveis pelo albergue, que nos explicou as tarefas dos voluntários. De seguida fui visitar os animais albergados. 
Pela encosta todos queriam festinhas e davam as patas. São na sua maioria mansos e querem logo brincar. Estão ali mais de 200 animais à espera de um dono. Quando nos vêem desatam todos a ladrar ao mesmo tempo, é impressionante! Há animais sem raça definida, outros em que podemos adivinhar cruzamentos. Mas também há cães de raça...e gatinhos, que andam ali à solta, que vêm dar turras e aceitam festas. O Gabriel acabou por ficar com a Nucha à entrada - eram muitos cães e ladravam muito, ele preferiu ficar com aquela linda cadelinha, mais isolada. 
Talvez se tenham passado quase duas horas pois o abrigo é grande e acaba por ser maravilhoso estar rodeada de tantas raças diferentes, tantos cães de portes diferentes, cores e formas de nos olhar! Fiz festas a todos exceptuando alguns que estavam nas boxes.  Voltei para levar o meu filho comigo pois ele iria gostar de ver alguns dos cães. "Se levarmos algum, levamos aquela, sim mãe? É uma cadela," dizia o Gabriel. Mas eu não queria!! Outro cão em casa? Era cedo demais, ainda andava a arrumar coisas do Davis no sotão! Nessa altura eu já tinha as calças e a camisola cobertas de pó - os cães rebolavam-se no chão e ofereciam a barriga para pedir festas, metiam as patas em cima de mim, bom cobri-me de pó! Todos têm a sua casinha, o seu abrigo, e há árvores no terreno. Não é um local desagradável de visitar e está tudo limpo, sobretudo de pensarmos no número de animais ali protegidos e, certamente, que todo o trabalho é voluntário e nem sempre há quem esteja disponível.
Ao fim da tarde havia pessoas a levarem cães para casa. Ao sábado de tarde é dia de adopção. Voltámos para junto da Nucha. Estávamos encantados com ela.

A APAFF - Associação de Protecção dos Animais da Figueira da Foz

Olá amigos e amigas da Nucha, patudos e humanos! Hoje vamos começar a escrever as novidades que estão já a envelhecer pois o tempo passa depressa! Em Agosto, como alguns sabem, fomos forçados a adormecer o nosso shar pei, o Davis, que estava doente desde Abril com uma lesão medular. Depois de uma cirurgia bem sucedida, só realizada porque fizemos uma campanha para obter ajuda - obrigada a todos quantos nos ajudaram e não apenas com dinheiro! – e de uma excelente recuperação, o Davis voltou a adoecer, outra lesão aconteceu, com efeitos mais rápidos e graves, que não tinham solução. Tivemos de  dizer adeus ao nosso Davis e isso deixou toda a gente em lágrimas e muito triste.
Nas semanas seguintes demos quase tudo o que era do Davis – biscoitos, ração, medicamentos, brinquedos, mantas.  Havia a ilusão de liberdade pois o Davis condicionava a nossa vida em alguns aspectos, mas havia sobretudo um enorme vazio. Não queríamos outro cãozinho, não achávamos que fosse oportuno. Então optámos por fazer voluntariado junto da APAFFAssociação de Protecção dos Animais da Figueira da Foz. E num sábado à tarde fomos até lá, eu e o meu filhote Gabriel, para saber o que poderíamos fazer. Depois de termos combinado o encontro através do Facebook lá fomos, até Caceira de Cima, no dia 8 de Setembro!


Fonte da foto: Google

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Sexta-feira, dia de banhoca!

A Nucha gosta de tomar banho e gosta que lhe sequem o pelo! Depois de sequinha foi até à varanda cheirar o ar da rua e ver os cãezinhos da vizinhança. Mas a esta hora ela não pode lá estar muito tempo por causa do nariz - só quando não há sol forte.












Fomos ao veterinário!

Olá amigos e amigas da Nucha! Ainda antes de começarmos a contar como foi que trouxemos a Nucha para casa, queremos partilhar convosco as fotos mais recentes que tiramos  Estas são de quinta-feira. Levámos a Nucha ao veterinário pois ela tinha tosse e a vista irritada. Não se preocupem, ela está bem! Vai tomar umas coisinhas para respirar melhor e para os olhos uma pomadinha e pronto. E até já pesa 10 kg! Agora tem de manter a linha!








segunda-feira, 1 de outubro de 2012

A Nucha tem novidades para contar!


A Nucha tem novidades. Pois é. Não é todos os dias que uma cadelinha é adoptada. Mas acontece a muitas e desta vez...foi a vez dela. A Nucha estava na APAFF - Associação de Protecção dos Animais da Figueira da Foz. Uma das senhoras responsáveis pelas mais de duas centenas de animais ali acolhidos diz que sempre se lembra dela, no mesmo lugar, há já dez anos. Mas a avaliar pelos registos, todavia, a cadelinha Nucha já tem 16 anos. É uma sénior! Olhando para ela ninguém diria!
Criámos este blogue para registar a vida da Nucha na sua nova casa, com a sua família adoptiva, mas também para divulgar a necessidade de ajudar quem cuida de animais abandonados e sensibilizar para  a sua adopção por parte das famílias que o possam fazer.
Na próxima postagem vamos contar como aconteceu esta grande novidade. Ficamos à espera das vossas visitas  e comentários!